“SEGREDO DE JUSTIÇA”: HAVERÁ IMPUNIDADE PARA MATADORES DE JOVEM EM BELO HORIZONTE?

IMPUNIDADE DEVE SER COIBIDA SOB RISCO DE MAIS DELINQÜÊNCIA JUVENIL

No Brasil quando um delinqüente pobre,  muitas vezes sem condições de contratar um advogado, é descoberto e pego logo as redes de TV, Rádio e jornais o escracham revelando seu nome completo, alcunha, e sua cara na mídia. Porém, quando se trata de algum “filhinho de papai”, empresário tubarão, político ou embaixador, etc., tudo fica sob o expediente que a elite arranjou para não “constranger” a figura, seus familiares e amigos: Trata-se do mal explicado “segredo de justiça”. Segundo a apresentadora Ana Maria Braga, no programa “Mais Você”, aqueles rapazes com roupas de marca que espancaram, na noite de 27.11, em Belo Horizonte, com requintes de malvadeza, um jovem caído, indefeso, com barras de ferro, e pontapés, estão soltos, sob esse sigilo peçonhento chamado “segredo de justiça”.
O R7, site da Rede Record, noticiou que “A polícia mineira identificou três dos agressores que mataram o cruzeirense Otávio Fernandes, após um campeonato de luta. Os acusados fazem parte da torcida Galoucura, do Atlético-MG e não tiveram seus nomes divulgados porque o inquérito corre em segredo de justiça. Os agressores foram identificados graças a câmeras de segurança que mostraram o momento que o torcedor apanhava, mesmo estando desacordado no chão. Além de Otávio, que recebeu chutes, pisões e pancadas na cabeça, outros dois torcedores foram agredidos durante o evento”. A Gazeta Norte Mineira revela detalhes que mostram a grande violência praticada pelos “filhinhos de papai”: “O rapaz perdeu massa encefálica, foi levado para o hospital, mas já chegou morto”. Otávio, a vítima, trabalhava como repositor de supermercado e morava com a família no bairro Solar, no Barreiro.
A balconista Mônica de Cássia Fernandes, de 39 anos, mãe do torcedor de 19 anos, que foi agredido até a morte, na avenida, próximo da entrada da casa de shows, onde ocorria a 3ª MMA Brasil Fight, pede por justiça. Ela conversou com o G1 (Rede Globo) por telefone na tarde da terça-feira (7). Mônica falou que o filho era um bom rapaz e não se envolvia em confusão. Mônica, contou que passa por um momento muito ruim e que prefere não acompanhar as notícias divulgadas pela imprensa sobre a morte do filho. “Estou chocada, não consigo fazer nada. Vim para Montes Claros para descansar a cabeça”, disse. Mônica. Falou ainda que ficará na cidade por tempo indeterminado e, sequer, acompanha o inquérito policial. Ela também contou que não viu as imagens em que o filho é espancado e morto: “Prefiro guardar as boas lembranças dele”. Ela disse que o filho nunca havia se envolvido em briga de torcida de futebol. Ela, o marido, José Camilo Gonçalves Fernandes, de 42 anos, e os quatro filhos – incluindo a vítima –, moravam há oito anos no bairro Urucuia, na região do Barreiro, em Belo Horizonte.
O site do Chevrolet Hall, divulgando o evento 3° MMA Brasil Fight, revela que os ingressos para as lutas “vale tudo” variavam de R$ 25,00 a R$ 600,00, e que a classificação do espetáculo de luta era para maiores de 16 anos e que “haverá venda de bebidas alcoólicas” – realmente uma mistura explosiva, ainda mais quando há integrantes de torcidas fanatizadas, do Atlético e do Grêmio, entre os presentes e também no ringue das lutas. Há outras vitimas de conflitos entre torcedores fanáticos cujos autores ainda não foram condenados – essa impunidade, aliada a uma cultura que glamoriza a violência, é nociva, perigosa; encoraja ainda mais a corrupção da natureza humana. Por outro lado, leis que restringem a disciplina, nos lares, deixando crianças e adolescentes crescerem sem conhecer limites, formam uma geração egocêntrica e patológica – que se considera dona do mundo e pode fazer o que quer, pois o Estado imiscui-se no seio da família ditando normas e coibindo a correção. Os excessos, a violência contra menores, mesmo dentro de casa, devem ser punidos – como rezam as leis – porém impedir a pais e mães de aplicarem chineladas da hora e no lugar certo é mais um incentivo para que a violência faça de inocentes trabalhadores mais vitimas em nosso Pais – um dos mais violentos do mundo, graças à impunidade perversa dos mais bem situados na sociedade. Justiça seja feita, pois o sangue inocente clama.

Nota: A Folha.uol de 9.12 informa que: “A Polícia Civil de Minas Gerais identificou mais torcedores suspeitos de agredir até a morte um torcedor do Cruzeiro em Belo Horizonte, há 12 dias. O número de torcedores identificados, porém, não foi informado pelo delegado Wagner Pinto, chefe do Departamento de Homicídios. “Não posso revelar”, disse ele à Folha nesta quinta-feira. Até então, a polícia havia anunciado há dois dias a identificação de 2 suspeitos   da morte de Otávio Fernandes, 19. Os nomes deles ou informações sobre pedidos de prisão não foram revelados na ocasião para não atrapalhar as investigações. O mesmo ocorre agora“.

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