A BIBLIOFOBIA E A PL 122

A Bíblia, para qualquer leitor que a examina é realmente um livro sagrado questionador da natureza humana. Através da história tem sido um dos livros mais perseguidos, queimados, rejeitados e negados por poderosos. Não é um livro “politicamente correto“. Muitos de seus profetas foram presos, torturados, perseguidos por reis e injuriados por malfeitores. Suas páginas confrontam a injustiça, condenam a corrupção, a maledicência, a hipocrisia e a violência contra o próximo – inclusive a sexual. Lembram que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus e o desafia ao resgate dessa imagem – que pode levar um pecador ao arrependimento, paz com o próximo e consigo mesmo. Suas páginas desnudam a natureza humana em sua perversidade moral e espiritual; levam o ser humano a olhar no espelho da própria alma. O Salmo 1, por exemplo, exorta a juventude: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores“. O Novo Testamento é ainda mais contundente: “Quanto aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Apocalipse 21.8). A Bíblia, em sua clareza e contundência, por isso, é um livro que leva muitos ao medo, temor e pavor frente ao juízo que emite, a verdade que confronta sem meias palavras. Por isso muitos padecem desse mal, a Bibliofobia! Depois de ser confrontado pelo Livro, Agostinho abandonou uma vida de libertinagem e angústia, escreveu: “Tal é a profundidade das Escrituras cristãs, que mesmo que eu me devotasse a estudá-las, sem fazer nada mais, desde a mais tenra infância à decrepitude, com o mais sublime desejo e o mais dedicado zelo, e talento maior do que eu tenho, eu ainda estaria diariamente progredindo em descobrir os seus tesouros“. Iluminado pela verdade passou a seguir a Jesus Cristo. O testemunho e os escritos de Sto Agostinho foram os primeiros passos para a revolução religiosa que tirou o mundo das trevas medievais!

O Dicionário Aurélio define fobia como “designação comum às diversas espécies de medo mórbido“. Portanto “homofobia” seria “medo mórbido ao homosexual” ou ao homossexualismo. Li o manifesto publicado no site da Universidade Mackenzie e não vi nada relativo a esse “medo mórbido“. O que os cristãos, sejam católicos, sejam evangélicos, defendem, é a Constituição do País e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU, da qual o Brasil é signatário. A PL 122 é um projeto anti-constitucional em seus termos pois criminalizaa opinião e a livre expressão do pensamento – uma das bases do Estado de Direito e um dos fundamentos da Imprensa livre. Há leis suficientes que criminalizam o preconceito de raça, cor, sexo, etc – porque uma lei com esse viés autoritário – cujo principio é forçar, sob pena de julgamento, condenação e prisão, cidadãos, clérigos ou não, que sigam e expressem, civilizadamente,  outros principios éticos e/ou bíblicos. A manifestação desse grupo contra a opinião veiculada no Portal da Universidade Mackenzie revela bem a intolerância de certos líderes – conspirados a uma agenda internacional. Qualquer jurista imparcial verá no texto a inconstitucionalidade. Todo cristão sabe que o “ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus” e que Ele nos criou com capacidade de discernir e fazer escolhas. Cada um faz suas opções. Podemos ou não concordar com elas. Todo cristão também condena a violência e a Igreja de Cristo está de portas e coração aberto para receber a todos os pecadores, pois tem a missão de chamar a todos ao arrependimento. O Manifesto Presbiteriano não é “homofóbico” – todos os cristãos são pecadores que reconhecem sua condição, negam essa condição, se quebrantam em arrependimento quando pecam, para seguir a Deus. Jesus Cristo: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me“. O cristão vive, portanto, buscando estar em sintonia e paz com sua consciência e segue os principios éticos da Bíblia, sua “única regra de fé e prática”. João Calvino descreveu a natureza humana como “depravação total” – é essa natureza que tem que ser negada pelos que seguem a Cristo. É sintomático saber que o regime politico chinês, baseado no materialismo ateu, censura a Carta de Paulo aos Romanos – cuja leitura é proibida em cultos e missas de igrejas que vivem sob a tutela e fiscalização do Estado.  Da mesma forma que Cristo, o cristão abomina o pecado, mas ama o pecador. Não julga nem discrimina pois é, também, um pecador – porém não se conforma ao próprio pecado e tem a missão de chamar a todos para seguir seu Senhor e Mestre, N.S. Jesus Cristo. (Reprodução)

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