PARANÁ FICHA LIMPA

IMPRENSA E MINISTÉRIO PÚBLICO FORMAM CERCO A ENVOLVIDOS NO ESQUEMA DE DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS NA AL – ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA-PR

A Gazeta do Povo vem publicando uma série de reportagens nominadas “Diários Secretos” – que colocam para fora, ao grande público – também através da RPC (TV Paranaense)- as vísceras de um esquema milionário de falta de decoro e corrupção – passiva por parte do presidente da AL – Assembléia Legislativa, Nelson Justus e seu secretário, Alexandre Curi. Na edição de hoje informa: “Está marcado para amanhã o início do julgamento do segundo processo judicial decorrente das denúncias de desvio de dinheiro público da Assembléia. Nessa ação, são 13 réus. Dentre eles, os ex-diretores da Assembléia Abib Miguel, José Ary Nassiff (ex-diretor-administrativo) e Cláudio Marques da Silva (ex-diretor de pessoal); e o ex-funcionário da Assembléia Daor Afonso Marins de Oliveira, que está foragido da Justiça. Os outros nove réus são parentes de Daor. Todos são acusados pelo desvio de R$ 13,2 milhões (valor não corrigido) dos cofres do Legislativo estadual”.

          

 Tanto nos arquivos e imagens, há provas de sobra para, não apenas incriminar os componentes da quadrilha, como operar uma devassa contábil, jurídica e fiscal nas contas e bens dos envolvidos no esquema que há anos vem dilapidando o patrimônio público – justamente através do poder legislativo paranaense, que tem o dever de ser exemplo de respeito às leis e à Constituição do Brasil. É lamentável que os deputados do atual “Conselho de Ética”, tenham engavetado o processo movido pelo PV – Partido Verde – que pedia a cassação do presidente da AL, Nelson Justus (DEM) e Alexandre Curi (PMDB), sob a hilária afirmativa de que se trata de pessoas de “reconhecida tradição familiar” (Leiam na íntegra reportagem da Gazeta de 14.11.2010, ampliando a fotografia da matéria, anexa acima). A delegação de poderes não elimina a responsabilidade frente a anos de maracutaias que vêm colocando sob grave suspeição boa parte dos integrantes da AL do Paraná. Há especulações de que o Estado, em função do escândalo, venha a ser alvo da intervenção federal – caso não haja uma solução capaz de devolver aos cofres públicos todo o dinheiro desviado nas operações fraudulentas. A impunidade envolvendo figuras de “berço” é um incentivo a delinqüência entre os mais jovens, encoraja a sonegação, desvirtua os valores éticos da sociedade. O cerco formado pela imprensa, ministério público e novos dispositivos constitucionais (Lei da Ficha Limpa, por exemplo) devem formar uma verdadeira blindagem na teia maligna de corrupção formada por uma casta que os cidadãos de bem não podem mais tolerar, sob risco de ameaça ao estado de direito e à democracia brasileira.

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